Após decisão de Moraes: Coube ao Flávio Bolsonaro receber notícia sobre o pai, ele… Ver mais

Vídeo de Bolsonaro é apagado após decisão de Moraes — e o gesto pode ter evitado prisão

Uma gravação que quase custou caro: como um vídeo “emocionado” virou risco jurídico

Uma cena aparentemente inocente — Jair Bolsonaro segurando um celular e acenando para apoiadores — reacendeu a tensão entre o ex-presidente e o Supremo Tribunal Federal. O vídeo, publicado por Flávio Bolsonaro, durou apenas algumas horas no ar, mas bastou esse tempo para criar um alvoroço nos bastidores políticos e jurídicos. A razão? Alexandre de Moraes, ministro do STF, impôs medidas cautelares que proíbem Bolsonaro de usar redes sociais, inclusive por terceiros. A publicação, portanto, poderia ser interpretada como uma violação direta da decisão.

Especialistas em direito constitucional alertam: mesmo que Bolsonaro não tenha postado pessoalmente, o simples uso de sua imagem com fins de engajamento digital pode ser enquadrado como desobediência judicial. O alerta acendeu a luz vermelha na equipe jurídica, que ordenou a exclusão imediata do conteúdo.

A pressão da tornozeleira: imagem simbólica, impacto explosivo

O vídeo, com estética pensada para viralizar — legendas em estilo TikTok, frases de impacto como “Estamos juntos, é pela nossa liberdade” — mostrava Bolsonaro em Copacabana, com tornozeleira eletrônica visível. Para sua base, a imagem reforça a narrativa do líder injustiçado. Para o STF, no entanto, o conteúdo beira a provocação.

O timing da publicação não poderia ser pior: em julho, Moraes já havia feito uma advertência sobre conteúdos semelhantes, envolvendo Eduardo Bolsonaro. Agora, a reincidência ameaça transformar um simples post em combustível para medidas mais severas — incluindo a prisão preventiva.

Defesa age rápido e apela à “boa-fé”: o bastidor da crise contida

Fontes próximas ao Supremo afirmam que a retirada rápida do vídeo pesou na decisão de não avançar com sanções imediatas. A defesa de Bolsonaro recorreu à estratégia de “reconhecimento do erro e boa-fé”, tentando mostrar que não houve intenção de burlar as regras.

Ainda assim, o episódio revela a fragilidade da situação jurídica do ex-presidente. Qualquer movimento público, por mais simbólico que pareça, pode ser usado como argumento contra ele. O ambiente é de alerta constante. E, segundo juristas, o limite da tolerância do STF está cada vez mais estreito.

STF em dilema: punir ou recuar diante da polarização?

O Supremo está dividido. De um lado, ministros que defendem resposta dura, alegando desafio aberto à autoridade da Corte. De outro, vozes mais cautelosas, que temem que uma punição severa agora fortaleça o discurso de perseguição política — uma das principais bandeiras do bolsonarismo.

Enquanto isso, mesmo longe do Planalto, Bolsonaro segue como peça central no xadrez político nacional. Sua imagem, envolta em polêmicas e cercada por devotos e críticos, continua a incendiar as redes, dividir opiniões e tensionar as instituições. O vídeo foi apagado, mas a mensagem ficou: a guerra entre o STF e o ex-presidente está longe de terminar — e cada novo gesto pode redefinir os rumos dessa disputa.

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