Política

Impedido de entrar no julgamento de Bolsonaro, Sebastião Coelho acaba de ser preso na sede do STF, ele diz q… Ver mais

Nesta terça-feira, dia 25, o advogado Sebastião Coelho, que representa o ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, no contexto da tentativa de golpe, foi detido. A ordem de prisão foi emitida pelo ministro Luís Roberto Barroso, que alegou “flagrante delito por desacato e ofensas ao tribunal”, mas Coelho foi liberado poucos minutos após a detenção. Um boletim de ocorrência está previsto para ser registrado contra ele.

Antes de sua detenção, Coelho havia se manifestado de forma tumultuada na entrada da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), interrompendo a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes quando a sessão estava prestes a começar. Sua atitude gerou uma onda de indignação e repercussão negativa em relação ao seu comportamento.

Sebastião Coelho da Silva é um advogado e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). É conhecido por sua forte ligação com o bolsonarismo e pelas críticas contundentes que faz ao STF.

Sua carreira na magistratura teve início em 1991, onde atuou em varas criminais e na Auditoria Militar do DF, sendo promovido a desembargador em 2013.

Após se aposentar, em novembro de 2022, Coelho participou ativamente de protestos golpistas em frente ao Quartel-General do Exército. Durante esses atos, ele fez declarações polêmicas pedindo a prisão do ministro Alexandre de Moraes e sugeriu a necessidade de uma intervenção militar: “Resta ao presidente da República convocar as Forças Armadas para prender Alexandre de Moraes”.

Atualmente, ele está sob investigação pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2024 devido a suspeitas de envolvimento no financiamento dos atos antidemocráticos que ocorreram em 8 de janeiro. Sua notoriedade também se deve à defesa que fez de Aécio Lúcio Costa Pereira, o primeiro réu julgado pelo STF por estar ligado aos eventos golpistas daquele dia.

Durante o julgamento desse caso, Coelho fez acusações severas contra os ministros do STF, chamando-os de “as pessoas mais odiadas do país”.

Ele defendeu que seu cliente havia participado apenas de uma “manifestação pacífica”, transferindo a responsabilidade pelos atos vandalísticos para “agentes infiltrados”. Essa postura evidencia não apenas seu estilo combativo como advogado, mas também seu alinhamento ideológico com movimentos que contestam as decisões judiciais.

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