Homem que jogou ex-esposa de penhasco em MG também a estuprou, diz polícia

O caso

A Justiça de Minas Gerais manteve a prisão preventiva de Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, investigado por empurrar a ex-companheira de um penhasco no Parque Estadual da Serra do Rola Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira.

O homem permanecerá preso por tempo indeterminado enquanto a Polícia Civil conduz as investigações. Ele é investigado pelos crimes de tentativa de feminicídio e estupro. A vítima, Ana Cláudia de Souza, de 41 anos, sobreviveu ao ataque.

Decisão judicial

Na decisão, a juíza responsável pelo caso destacou que a gravidade da conduta e o contexto envolvendo o término do relacionamento indicam risco de novas situações de violência, justificando a manutenção da prisão preventiva.

Além da prisão, a magistrada concedeu medida protetiva em favor da vítima, com o objetivo de garantir sua segurança durante o andamento das investigações.

Confissão do investigado

Durante a audiência, Silvanildo confirmou a versão apresentada anteriormente aos policiais militares após sua prisão em Várzea da Palma, no Norte de Minas, quando tentava seguir para a Bahia.

Segundo a investigação, ele admitiu ter sequestrado a ex-companheira quando ela chegava ao trabalho e confessou ter a empurrado do penhasco. Os policiais também apuraram que o investigado teria utilizado papel-alumínio para dificultar o rastreamento do celular.

Investigação

De acordo com a Polícia Civil, antes de ser lançada do penhasco, Ana Cláudia também teria sido vítima de violência sexual. O caso foi registrado na última segunda-feira e segue sendo apurado pelas autoridades.

As investigações apontam ainda que o suspeito teria enviado mensagens aos familiares da vítima mencionando a intenção de levá-la ao local antes do crime ocorrer.

Resgate da vítima

Após a queda, Ana Cláudia permaneceu por cerca de 24 horas no penhasco, agarrada a um arbusto, até ser localizada e resgatada por equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Apesar da gravidade da ocorrência, a vítima sobreviveu e não sofreu ferimentos considerados graves, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.

Declaração da família

Familiares afirmaram que Ana Cláudia havia encerrado o relacionamento com o investigado há cerca de três meses, após dez anos de convivência marcados por desentendimentos. Segundo relatos, ela vinha sendo perseguida desde a separação.

A filha da vítima declarou que a família está abalada com o ocorrido e comemorou o fato de a mãe ter sido encontrada com vida. Enquanto isso, a Polícia Civil segue reunindo provas para concluir o inquérito e encaminhar o caso à Justiça.